Quando da boca escorre um líquido quente,
a paixão a faz
deslizar sobre minha pele,
os nus não fogem dos medos,
apenas
um leve odor suaviza.
As palavras ficam soltas,
nada é amor, tudo é amor,
a
paixão desperta laços e entrelaço,
minha alma está liberta dentro
da sua carne.
De tudo exalam-se cheiros brutos,
um misto de suavidade e
força,
nas bocas são sentidos gostos não entendidos,
um gozo
seguido, outro e um grito de êxtase.
O fazer amor tem um certo doce,
a virilidade toma o corpo e
a alma,
vem o mel... o beijo, o sensível dos toques,
seguido
de um ''te amo'', que estava guardado.
(Caio Lucas)