Eu queria fazer uma poesia de teu olhar,
Como uma poesia de outra poesia,
Pois ele é negro, como noite sem luar,
E perfeito na suavidade de sua simetria...

São olhos que podem encantar,
Num poder que há todos contagia,
Olhos que eu não canso de olhar,
E me encanta na sua doce magia...

Quiçá, se eu pudesse encontrar,
Palavras para adapta-los a neste tema,
Para que todos pudessem também enxergar,
Ao seu olhar na forma de um poema...

Mas só as palavras não podem identificar,
Nem mesmo a perfeição do quadro do artista,
Pois nada, pode assim simplificar,
Há este negro olhar, tão intimista...

Que me fez um dia paralisar,
Ao me ver fixo em sua rara beleza,
E no seu brilho, eu pude enxergar,
O amor, na sua plena certeza...

Parece até que o futuro pode me mostrar,
Mesmo que me prendendo no passado,
Mas dando-me a certeza de para sempre amar,
No intimo deste seu olhar apaixonado...

E desse modo, eu posso escrever,
Para que todos possam identificar,
E assim sei que poderão ler,
A poesia, deste teu negro olhar...
(Marco Ramos)

 









 


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Página publicada em 29/08/2007