Nos jardins das almas de todo mundo, como na minha,
Estão plantadas as sementes que levamos por toda vida,
Algumas bem fundo, latentes, por vezes de ervas daninhas,
Que insistem em brotar, despertadas por lágrima sentida.

Estas lançam folhas tênues, como se frágeis e inocentes,
E se as deixamos crescer em nossos corações, aqui e acolá,
Sem as distinguirmos dos brotos das rosas, inconseqüentes,
Destruímos nossos jardins, empesteando-os com os baobás.

A cada novo dia, devemos observar e cuidar, atentos,
Sem permitir que cresçam nos jardins de nossos corações,
Distinguindo-os com os olhos da alma e dos sentimentos.

E quando encontrarmos os que são brotos da mais bela flor,
Com carinho e zelo deles cuidarmos, vendo abrir em botões,
Exalando a essência de nossas vidas e conheceremos o amor.
(Luis Henrique Mignone)

 








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Página reeditada em 30/03/2006